Pequenas, mas perigosas. As praganas podem pôr os nossos patudos em perigo durante o verão
Saúde
Pequenas, mas perigosas. As praganas podem pôr os nossos patudos em perigo durante o verão
Fáceis de ignorar, mas perigosas para os cães, estas espiguinhas podem causar lesões dolorosas e problemas sérios de saúde.
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As praganas parecem pequenas, quase insignificantes, mas escondem um dos riscos mais frequentes (e mais dolorosos) para os cães em Portugal durante os meses quentes. Quem passeia regularmente em zonas de campo ou trilhos rurais provavelmente já se cruzou com elas sem dar por isso: aquelas espiguinhas secas que se agarram ao pelo, à roupa e, pior ainda, ao corpo dos animais.
As praganas são fragmentos de plantas gramíneas, comuns na primavera e no verão, que funcionam como verdadeiros dardos naturais. Têm uma forma afiada e pequenas cerdas que lhes permitem prender-se facilmente ao pelo do cão. A partir daí, o perigo começa: o seu formato faz com que avancem sempre numa única direção, o que significa que raramente saem sozinhas e podem ir entrando para dentro do corpo do animal.
O problema é que não escolhem um único sítio. As praganas podem alojar-se entre os dedos das patas, provocar feridas dolorosas na pele, entrar pelos ouvidos, pelo nariz ou até atingir os olhos. E em todos estes casos, o resultado é quase sempre o mesmo: dor, inflamação e uma ida urgente ao veterinário. Em situações mais graves, podem originar abcessos ou infeções profundas, exigindo remoção sob sedação ou até cirurgia.
Praganas
O pior é que, muitas vezes, o problema não é imediato. O seu patudo pode regressar do passeio aparentemente bem, mas algumas horas ou dias depois começar a manifestar sinais claros de desconforto, tais como abanar a cabeça de forma insistente, coçar uma orelha sem parar, mancar, lamber uma pata repetidamente ou espirrar de forma persistente. São pequenos alertas que não devem ser ignorados, sobretudo se houve contacto com ervas secas.
Os cães de pelo mais comprido ou que gostam de explorar matos altos estão particularmente em risco. O pelo funciona como uma espécie de rede que facilita a fixação das praganas, tornando mais difícil detetá-las a tempo. E aqui está outro detalhe importante: muitas vezes já não se vê a espiga, apenas a inflamação que ela provocou.
Por todas estas razões, a prevenção continua a ser a melhor defesa. Evitar zonas com vegetação seca em épocas de maior risco, sobretudo no verão, e fazer uma inspeção cuidadosa ao regressar dos passeios pode fazer toda a diferença. Passar a mão pelo pelo, espreitar entre os dedos, verificar as orelhas e o focinho são gestos simples que podem evitar sofrimento.