Palmerston, o célebre gato que durante anos desempenhou funções oficiais como caçador-chefe de ratos do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, morreu a 12 de fevereiro nas Bermudas. A notícia foi anunciada através das redes sociais do próprio felino, onde era carinhosamente tratado por "diplocat extraordinaire".
O animal, um gato preto e branco resgatado do abrigo Battersea Dogs and Cats Home, tornou-se uma figura improvável da diplomacia britânica depois de assumir funções no Foreign Office em 2016, numa altura politicamente turbulenta no país.
Durante quatro anos, Palmerston patrulhou os edifícios governamentais em Whitehall, oficialmente responsável pelo controlo de pragas, mas rapidamente transformado numa mascote muito mediática. A sua presença frequente junto de diplomatas e funcionários ajudou-o a conquistar milhares de seguidores nas redes sociais e uma popularidade rara para um animal ligado à política.
O gato aposentou-se em 2020, após a pandemia de Covid-19, altura em que assinou simbolicamente uma carta a explicar que pretendia uma vida mais tranquila, longe dos holofotes e dedicada a subir árvores e explorar o campo.
A reforma não durou para sempre. Em 2025, Palmerston voltou à vida pública ao acompanhar o governador britânico Andrew Murdoch para as Bermudas, onde assumiu o título informal de "consultor de relações felinas (semi-reformado)". Segundo uma mensagem divulgada após a sua morte, o gato tornou-se "um membro especial da equipa da Government House e um querido elemento da família", sendo descrito como um companheiro afetuoso e de natureza gentil.
Nascido em 2014 e adotado poucos anos depois, Palmerston passou de animal resgatado a símbolo peculiar da vida pública britânica, integrando a longa tradição de gatos nos edifícios governamentais do país.