Quer ajudar os animais afetados pelas tempestades? Há algumas ações que podem fazer toda a diferença
Saúde

Quer ajudar os animais afetados pelas tempestades? Há algumas ações que deve conhecer que podem fazer toda a diferença

De cães e gatos a aves e fauna selvagem, há várias formas de ajudar os afetados pelas tempestades que têm marcado o País.


As tempestades recentes que afetaram Portugal, como a Kristin, Leonardo e outras depressões que trouxeram chuvas intensas, ventos fortes e cheias, tiveram impacto não só nas pessoas e infraestruturas, mas também nos animais. Cães e gatos, assim como a fauna selvagem e animais de quinta, ficaram feridos, isolados, desorientados ou sem acesso a alimento e água. Hoje partilhamos consigo algumas ações que podem ajudar a trazer algum conforto aos animais afetados pelas intempéries

1. Garantir alimentação e água a animais isolados

Muitos animais domésticos e de quinta perderam o acesso ao alimento devido a cheias ou cortes de abastecimento. Se encontrar animais isolados ou com dificuldade de acesso à comida, ofereça água fresca em recipientes seguros, longe de zonas inundadas. Distribua ração seca nos locais onde os animais estão visíveis, de forma a não os colocar em risco e contacte associações ou brigadas de resgate animal locais para coordenar a entrega de alimento a grupos maiores. Organizações como a Quinta do Falcão, União Zoófila e Rafeiros SOS têm promovido campanhas de recolha e distribuição de comida para animais afetados em situações de emergência.

2. Ser família de acolhimento temporário

Animais domésticos que ficaram sem acesso às suas casas podem necessitar de abrigo temporário. Se puder, ofereça acolhimento temporário para cães ou gatos, contacte abrigos ou grupos de proteção animal que estão a coordenar alojamento e forneça itens como cobertores, mantas ou casotas, especialmente em zonas onde as temperaturas são mais baixas.

3. Avisar as autoridades e grupos organizados

Se encontrar um animal isolado, ferido ou em risco em zonas de difícil acesso, contacte o 112, as autoridades locais, Proteção Civil ou a GNR-SEPNA (Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente) para que as equipas especializadas possam agir. Comunique a localização exata e, se possível, descreva as condições do animal. Para animais domésticos em áreas urbanas, os abrigos de animais e grupos de voluntários podem ajudar a coordenar recolhas ou dar instruções de segurança até as equipas chegarem ao local.

4. Ajudar a fauna selvagem

As cheias e ventos fortes podem deslocar ou ferir espécies selvagens, como aves, ouriços-cacheiros, coelhos ou répteis. Embora a intervenção direta nem sempre seja recomendada sem conhecimento especializado, pode colocar água e alimento apropriado fora das zonas inundadas, num local seguro. Evite manipular animais selvagens diretamente, a menos que sejam feridos ou em perigo iminente e, neste caso, deve contactar organizações de resgate de fauna ou veterinários com experiência em animais selvagens. Centros de recuperação de fauna, como o ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas), podem também orientar sobre ações seguras em situações específicas.

5. Contribuir com donativos e voluntariado

Se não pode ir diretamente ao terreno, a sua contribuição ainda ajuda muito. Doar ração ou produtos essenciais a organizações de proteção animal e abrigos, fazer donativos monetários para apoiar campanhas de emergência animal e inscrever-se como voluntário em programas de ajuda contínua, especialmente em alturas de crise, fazem toda a diferença. 

As tempestades em Portugal deixaram muitos animais em situações delicadas, mas a solidariedade tem sido uma das respostas mais fortes. Desde oferecer comida e abrigo a coordenação com grupos de resgate, todos podem contribuir para o bem-estar dos animais afetados, transformando o impacto das cheias em histórias de cuidado e união.