"Não conseguimos continuar". Associação dos Animais de Lisboa pede ajuda urgente após morte de 11 gatos
Saúde

"Não conseguimos continuar". Associação dos Animais de Lisboa pede ajuda urgente após morte de 11 gatos

A Associação dos Animais de Lisboa lançou um apelo urgente após um surto de panleucopenia que já matou 11 gatos e deixou dezenas de animais em estado crítico.


A Associação dos Animais de Lisboa está a enfrentar uma das maiores crises desde a sua criação, depois de um surto de panleucopenia felina ter provocado a morte de 11 gatos numa única semana e deixado dezenas de animais em estado crítico.

Num apelo dramático publicado nas redes sociais, a associação admite que poderá não conseguir continuar o seu trabalho de resgate e proteção animal sem ajuda urgente. "Neste momento, não sabemos como vamos continuar o trabalho da associação", escreveu a instituição, descrevendo um cenário de enorme pressão emocional e financeira.

Segundo a associação, mais de 20 animais tiveram de ser internados nos últimos dias e existem atualmente mais de 40 gatos doentes, muitos deles em estado considerado grave. As despesas com internamentos, medicação, análises clínicas e tratamentos intensivos acumulam-se diariamente, agravando uma situação financeira já frágil. 

A panleucopenia felina é uma doença viral altamente contagiosa que afeta sobretudo gatos jovens ou com sistemas imunitários fragilizados. Entre os sintomas mais comuns estão febre, vómitos, diarreia intensa, desidratação e perda acentuada de glóbulos brancos. Em muitos casos, a doença pode ser fatal se não houver tratamento rápido e isolamento adequado.

Perante a dimensão do surto, a associação afirma estar "exausta e desolada", sublinhando que nunca teve tantos animais doentes ao mesmo tempo nem enfrentou uma situação financeira tão desesperante. "Estamos a tentar salvar vidas todos os dias. Mas, sem ajuda, não vamos conseguir continuar", alertou a instituição no comunicado.

O apelo gerou uma onda de solidariedade nas redes sociais, com centenas de partilhas e mensagens de apoio de voluntários, tutores de animais e outras associações de proteção animal. Muitos utilizadores destacaram o trabalho desenvolvido pela organização ao longo dos anos no acolhimento, tratamento e encaminhamento para adoção de cães e gatos abandonados.

Além dos donativos financeiros, a associação pede também ajuda através da divulgação do caso, numa tentativa de conseguir apoio suficiente para cobrir as despesas veterinárias urgentes e garantir a continuidade dos cuidados aos animais infetados.

A situação volta a chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas por muitas associações de proteção animal em Portugal, frequentemente dependentes de donativos, voluntariado e campanhas solidárias para conseguirem responder a emergências médicas de grande escala.