Este é o Aloka, o "cão da paz" que conquistou o mundo ao lado de monges budistas | Créditos: Aloka the Peace Dog/Facebook
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Este é o Aloka, o "cão da paz" que emocionou o mundo ao lado de monges budistas

Um cão de rua tornou-se um símbolo de paz depois de acompanhar monges budistas numa longa caminhada espiritual que emocionou milhares de pessoas.


O que começou como a história improvável de um cão vadio transformou-se numa verdadeira lição de compaixão. Aloka, conhecido hoje como o "Cão da paz", tornou-se um símbolo inesperado depois de acompanhar um grupo de monges budistas numa longa caminhada espiritual pelos Estados Unidos e de tocar milhares de pessoas pelo caminho.

Aloka era apenas um cão de rua na Índia quando, durante uma caminhada espiritual organizada por monges budistas, decidiu segui-los. Ao contrário de outros animais que apareciam ocasionalmente, nunca mais se afastou. A ligação foi tão forte que acabou por permanecer com o grupo durante mais de 100 dias de peregrinação no país asiático, tornando-se parte da comunidade monástica e recebendo o nome "Aloka", que significa "luz".

Anos depois, já nos Estados Unidos, o animal voltou a juntar-se aos monges numa nova missão, a "Walk for Peace", uma jornada espiritual de cerca de 3.700 quilómetros entre o Texas e Washinghton D.C., destinada a promover mensagens de não-violência, compaixão e união num período marcado por tensões sociais. Ao longo de mais de três meses, o grupo atravessou vários estados, recebendo apoio de comunidades locais e seguidores online e Aloka tornou-se rapidamente a estrela inesperada da caminhada.

Descrito pelos monges como um companheiro calmo e vigilante, o cão caminhava ao lado do grupo sempre que podia, viajando apenas quando necessário. A sua presença ajudava a aproximar pessoas curiosas, funcionando quase como um embaixador silencioso da mensagem de paz. Nas redes sociais, acumulou milhares de seguidores, encantados pela sua história de lealdade e resiliência.

A jornada não esteve livre de desafios. Durante o percurso, tanto monges como o próprio Aloka enfrentaram acidentes e problemas de saúde, mas regressaram à caminhada assim que possível, reforçando o espírito de perseverança que marcou toda a iniciativa. O grupo acabou por concluir a peregrinação em Washington, onde realizou cerimónias inter-religiosas e encontros públicos dedicados à reflexão e ao diálogo.