Associação de proteção animal da Madeira luta contra o tempo para encontrar novo espaço
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Animais em risco na Madeira. Associação luta contra o tempo para encontrar novo espaço

Dezenas de animais acolhidos pela associação Madeira Sanctuary estão em risco de ficar sem abrigo depois de receberem uma ordem de despejo.


Dezenas de cães e gatos acolhidos pela Madeira Sanctuary, uma associação de proteção animal na Madeira poderão ficar sem abrigo após um processo de despejo que obriga à saída do espaço onde vivem atualmente. A responsável pela associação, Élia Jesus, garante que ainda não encontrou um novo local capaz de receber todos os animais. Tem até dia 22 de junho para abandonar a casa e, caso não cumpra, terá de pagar uma penalização diária de 50 euros. 

O espaço alberga animais resgatados, muitos deles com necessidades especiais e sem possibilidade de regressarem à rua. A associação alerta que uma mudança repentina poderá colocar em causa o bem-estar dos animais e aumentar a pressão sobre outras estruturas de acolhimento. Entre os animais protegidos estão cães e gatos que foram abandonados ou recolhidos em situações vulneráveis. A responsável pelo abrigo explica que a prioridade passa por encontrar uma alternativa segura, mas que a falta de espaço disponível torna a resposta difícil.

A associação procura agora uma solução que permita manter os animais juntos e garantir condições adequadas de alimentação, cuidados veterinários e segurança. Para os responsáveis, a prioridade é evitar que animais que já passaram por situações de abandono voltem a enfrentar uma nova mudança traumática.

O caso evidencia também a importância das redes de adoção e do apoio comunitário na proteção dos animais. Sem uma alternativa rápida, dezenas de cães e gatos poderão ficar sem teto. 

Nos últimos anos, entidades públicas e associações têm desenvolvido medidas para combater o abandono, incluindo programas de esterilização de animais errantes. A Câmara Municipal do Funchal, por exemplo, anunciou apoios para esterilização de cães e gatos através de protocolos com associações da causa animal. Ainda assim, as organizações de proteção animal continuam a alertar para a dificuldade em dar resposta ao número de animais que precisam de cuidados, sobretudo quando surgem situações inesperadas como despejos ou perda de instalações.