Um regresso inesperado! Icónica arara-canindé reaparece no Rio de Janeiro depois de 200 anos de ausência
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Um regresso inesperado! Icónica arara-canindé reaparece no Rio de Janeiro depois de 200 anos de ausência

Graças a um projeto de reintrodução ambicioso, as araras-canindé estão novamente a voar sobre o Parque Nacional da Tijuca.


Quem olhar para o céu do Rio de Janeiro nestes dias de abril de 2026 pode ter a sorte de ver algo que os bisavós nunca chegaram a presenciar. Após uma ausência de dois séculos, as araras-canindé, conhecidas pelas suas cores vibrantes que parecem ter sido pintadas à mão, estão de volta à maior floresta urbana do mundo. O projeto Refauna, responsável por este "milagre", descreve o momento como um verdadeiro sonho tornado realidade, e não é difícil perceber porquê.

Estas aves majestosas desapareceram da capital fluminense ainda no século XIX, vítimas da caça e da expansão urbana desenfreada que engoliu o seu habitat. Durante duzentos anos, as araras-canindé foram apenas uma memória em livros de história ou ilustrações antigas. No entanto, o cenário mudou drasticamente esta semana, quando os primeiros grupos começaram a ser libertados e a ocupar os seus antigos domínios nas copas das árvores da Tijuca.

O tom desta operação é de pura celebração, mas há muita ciência por trás da festa. As araras não voltaram apenas para tirar fotografias junto ao Cristo Redentor. Na verdade, estas aves têm um emprego muito importante na floresta. Como grandes comedoras de frutos e sementes, funcionam como "jardineiras do ar", espalhando sementes por áreas vastas e ajudando na regeneração natural do ecossistema

De acordo com o The Guardian, o processo de adaptação tem sido acompanhado de perto por biólogos e entusiastas, que relatam que as aves parecem estar a adaptar-se lindamente ao ritmo carioca. Estão a explorar os nichos, a descobrir as melhores árvores para descansar e, claro, a soltar os seus gritos característicos que agora funcionam como a nova banda sonora do parque. Para quem vive no Rio, este regresso é um lembrete de que a conservação ambiental pode ter finais felizes.