A princesa Astrid da Noruega morreu a 11 de setembro, aos 94 anos, e poucos dias depois também partiu Wilma, a pequena cadela que raramente saía do seu colo. A notícia foi confirmada pelo Palácio Real norueguês, encerrando uma história de companheirismo e amizade particularmente especial.
Wilma tinha 12 anos e foi adotada pela princesa em 2022, depois de passar pelo centro de acolhimento Solplassen, na Noruega. A cadela tinha pertencido anteriormente a uma mulher idosa com cancro terminal, que procurou garantir que a sua companheira teria um novo lar quando já não pudesse cuidar dela. Foi assim que Wilma acabou por conhecer Astrid e as duas tornaram-se inseparáveis.
Ao longo dos anos, Wilma tornou-se uma presença habitual ao lado da princesa. Esteve em concertos, inaugurações, visitas e outros compromissos oficiais, muitas vezes confortavelmente instalada no colo de Astrid. Para a princesa, a relação era muito mais do que uma simples companhia. Numa entrevista à NRK, Astrid chegou a dizer que "Wilma significa tudo para mim", explicando que a chegada da cadela tinha preenchido o vazio que sentira depois da morte do seu anterior cão, Tarzan.
Depois da morte da princesa, a preocupação dos admiradores de Wilma foi imediata: quem iria cuidar dela? Durante alguns dias, o destino da cadela não foi divulgado. O centro Solplassen chegou mesmo a garantir que estaria disponível para a receber, caso fosse necessário. Entretanto, a família de Astrid confirmou que Wilma estava a viver com um dos filhos da princesa e a receber todos os cuidados necessários.
Mas Wilma acabaria por morrer poucos dias depois da dona. Segundo o Palácio, a cadela esteve com um dos filhos de Astrid nos últimos dias e adormeceu tranquilamente, deitada no lugar onde se sentia mais confortável: um colo acolhedor. A informação foi transmitida pelo assessor de comunicação do Palácio, Simen Sund, à televisão pública norueguesa NRK.
A proximidade temporal das duas mortes tornou a história ainda mais comovente, mas não há indicação de que Wilma tenha morrido por tristeza ou em consequência direta da morte da princesa. O que se sabe é que a cadela já estava doente e tinha 12 anos. A ligação entre as duas, essa, ficou evidente durante os anos em que partilharam a vida.
E talvez não haja imagem mais simbólica dessa relação do que aquela que os noruegueses se habituaram a ver: Astrid, mesmo já numa idade avançada, acompanhada pela sua pequena Wilma, aconchegada no colo. Duas vidas que se encontraram quando ambas precisavam de uma nova companhia e que acabaram por ficar ligadas até ao fim.