Pulgas e carraças à vista? Saiba o que fazer se estes visitantes indesejados atacarem o seu cão | Créditos: Envato Images
Saúde

Pulgas e carraças à vista? Saiba o que fazer se estes visitantes indesejados atacarem o seu cão

Uma coçadela aqui, outra ali e, de repente, surge a dúvida que nenhum tutor quer ter: "Será que o meu cão tem pulgas?".


Pulgas e carraças são dois dos parasitas externos mais comuns nos cães e, apesar do tamanho reduzido, podem provocar problemas bem maiores do que uma simples comichão. Por isso, quanto mais cedo forem detetadas, melhor.

As pulgas costumam denunciar a sua presença através de comichão intensa. O cão pode coçar-se, lamber-se ou mordiscar determinadas zonas com maior frequência, sobretudo junto à base da cauda, barriga e patas. Ao afastar o pelo, poderá encontrar pequenos pontos escuros ou até observar as próprias pulgas em movimento.

Já as carraças são geralmente mais fáceis de identificar quando já estão agarradas ao animal. Depois de um passeio, sobretudo por zonas com erva alta, mato ou vegetação, vale a pena fazer uma pequena "inspeção técnica" ao seu companheiro. Passe as mãos pelo corpo e preste especial atenção às orelhas, pescoço, axilas, virilhas, espaços entre os dedos e outras zonas onde estes parasitas gostam de se esconder.

O que deve fazer caso encontre um destes parasitas?

Encontrou uma carraça? Não tente puxá-la. O ideal é utilizar uma pinça ou utensílio próprio para remover carraças, agarrando-a junto à pele e retirando-a cuidadosamente, sem esmagar o corpo do parasita. Se tiver dúvidas sobre a forma correta de o fazer ou se a zona apresentar inflamação, deve pedir ajuda ao médico veterinário. Depois de retirar uma carraça, convém estar atento ao comportamento do cão nos dias e semanas seguintes. Apatia, febre, falta de apetite, fraqueza, alterações na cor das mucosas ou outros sintomas fora do habitual justificam uma avaliação veterinária.

No caso das pulgas, o problema pode não estar apenas em cima do cão. O verdadeiro desafio é que os ovos podem estar espalhados pelo ambiente onde o animal vive. Isto significa que tratar apenas o patudo pode não ser suficiente para acabar com uma infestação.

O recomendado é aspirar cuidadosamente tapetes, sofás, frestas e os locais onde o cão costuma dormir e lave mantas, camas e outros têxteis adequados à lavagem. Dependendo da dimensão da infestação, poderá ser necessário utilizar produtos específicos para controlar as pulgas no ambiente, seguindo sempre as respetivas instruções e garantindo que são seguros para os animais que vivem em sua casa.

E como pode prevenir estas situações?

O primeiro passo é escolher uma proteção antiparasitária adequada. Pipetas, comprimidos, sprays e coleiras são algumas das opções disponíveis, mas nem todos os produtos protegem contra os mesmos parasitas ou durante o mesmo período. O seu médico veterinário poderá recomendar a solução mais adequada de acordo com a idade, peso, estado de saúde e estilo de vida do animal.

A prevenção é especialmente importante porque pulgas e carraças não provocam apenas incómodo. As pulgas podem causar dermatite alérgica e, em infestações graves, contribuir para anemia, além de poderem transmitir outros parasitas. Já determinadas espécies de carraças podem transmitir agentes responsáveis por doenças potencialmente graves.

Também não vale a pena esperar pelo verão para pensar no assunto. Embora a atividade dos parasitas possa aumentar em determinadas épocas e condições ambientais, pulgas e carraças podem representar um problema ao longo do ano, por isso, a prevenção deve ser adaptada ao risco do animal e à região onde vive.