O termómetro baixa e, de repente, começam as tosses, os espirros e aquela respiração esquisita. Não é coincidência: o frio pode agravar ou desencadear problemas respiratórios em vários tipos de animais, sobretudo nos mais frágeis. Cães, gatos, aves e pequenos mamíferos podem ficar mais vulneráveis a problemas respiratórios no inverno, sobretudo se já tiverem doenças pré-existentes ou viverem em espaços mal protegidos de correntes de ar e humidade.
Entre os cães, os mais sensíveis são os braquicéfalos, como Pug, Bulldog Francês e Shih Tzu, os seniores e os que já têm problemas cardíacos ou de traqueia. O ar frio irrita as vias respiratórias e pode agravar a tosse do canil, bronquites e dificuldades em respirar. Nos gatos, o frio e as mudanças bruscas de temperatura podem piorar a asma felina, rinites crónicas e infeções das vias respiratórias superiores, mesmo em gatos de interior que dormem em locais frios ou com correntes de ar.
Coelhos, porquinhos-da-índia, hamsters e outros roedores sofrem quando vivem em varandas, anexos ou espaços húmidos, com gaiolas pousadas no chão frio ou à frente de janelas. Correntes de ar podem levar rapidamente a rinites e infeções mais graves. Já nas aves de companhia, como periquitos, agapórnis, caturras e papagaios, o inimigo número um são as correntes de ar e o posicionamento da gaiola perto de portas, janelas ou aparelhos de ar condicionado e aquecedores.
No fim, a regra é simples: se o inverno exige mais cuidados consigo, também exige mais cuidados com os nossos animais. Nem todos animais lidam da mesma forma com o frio, e aqueles que já têm idade avançada, doenças respiratórias ou cardíacas, ou vivem em espaços menos protegidos, são os primeiros a acusar o impacto.
Garantir um abrigo quente, evitar correntes de ar, ajustar passeios e ficar atento a qualquer alteração na forma como respiram ou se comportam é meio caminho andado para passar a estação sem sustos. E sempre que algo não parecer normal, mais vale marcar uma ida ao veterinário para tirar as teimas.