No dia 12 de agosto, o Sol vai desaparecer por momentos. E os cães e gatos, como podem reagir? | Créditos: Envato Images
Saúde

No dia 12 de agosto, o Sol vai desaparecer por momentos. E os cães e gatos, como podem reagir ao eclipse solar?

Segundo a AniCura, a alteração temporária da luz pode levar alguns animais a pensar que o dia está a chegar ao fim, mas não há motivos para preocupações.


No dia 12 de agosto, o Sol vai esconder-se parcialmente atrás da Lua, proporcionando um dos fenómenos astronómicos mais aguardados do ano. Para as pessoas, é um espetáculo raro. Já para os nossos amigos de quatro patas, poderá parecer apenas que anoiteceu mais cedo do que o habitual.

Segundo a AniCura, grupo de hospitais e clínicas veterinárias, a diminuição temporária da luminosidade e a ligeira descida da temperatura podem influenciar o comportamento de alguns animais de companhia, embora as alterações sejam, na maioria dos casos, discretas e passageiras.

"O ritmo diário dos cães e dos gatos é regulado, em parte, pela alternância entre luz e escuridão. Durante um eclipse solar, alguns animais podem interpretar a redução da luminosidade como a chegada do entardecer", explica Sara Curvelo, médica veterinária do AniCura +Ani+ Hospital Veterinário.

Na prática, isso pode traduzir-se em comportamentos curiosos: há cães que interrompem a brincadeira para descansar, gatos que procuram o seu local favorito para dormir ou animais que preferem permanecer mais próximos dos tutores até que tudo volte ao normal. A boa notícia é que estas reações são consideradas perfeitamente normais e não representam qualquer risco para a saúde dos animais.

Se o fenómeno em si dificilmente causa stress, o mesmo nem sempre acontece com tudo o que o rodeia. Quem decidir deslocar-se para observar o eclipse em locais muito movimentados deverá pensar duas vezes antes de levar o animal consigo. Grandes concentrações de pessoas, ruído, ambientes desconhecidos e alterações na rotina podem ser muito mais desafiantes para cães e gatos do que o próprio escurecer temporário do céu.

Por isso, os especialistas aconselham a manter o dia o mais normal possível, nomeadamente, manter os horários habituais das refeições, passeios e descanso, disponibilizar um local calmo e confortável caso o animal queira repousar, evitar ambientes com muitas pessoas ou estímulos invulgares, transmitir tranquilidade através do seu próprio comportamento e respeitar a vontade do animal, caso este prefira descansar ou isolar-se durante alguns minutos.

“Cada animal reage de forma diferente aos estímulos do ambiente. Se durante o eclipse o cão ou o gato apresentar um comportamento ligeiramente diferente do habitual, isso não significa, por si só, que exista um problema. Na maioria das situações, trata-se apenas de uma resposta temporária à alteração da luminosidade, regressando rapidamente ao comportamento habitual”, conclui Sara Curvelo.