Mantas elétricas, lareiras e patudos. O que deve fazer para evitar sustos no inverno?
Saúde

Mantas elétricas, lareiras e patudos. O que deve fazer para que o seu animal não corra riscos durante o inverno

Cães e gatos adoram deitar-se junto ao aquecedor ou à lareira, mas quando usados sem cuidado, podem causar queimaduras, choques ou até incêndios.


Aquecedores, lareiras e mantas elétricas sabem bem no inverno, tanto a nós como aos nossos patudos. Cães e gatos adoram encostar-se a tudo o que seja quente, mas nem sempre percebem o risco. E é aqui que entra o seu papel de garantir que a casa fica confortável sem se transformar num perigo ambulante de queimaduras, choques ou incêndios.

Comecemos pelos aquecedores. Os de resistência (aqueles que ficam incandescentes) são os mais perigosos para animais curiosos. Um rabo a abanar, um salto mal calculado ou uma cama demasiado perto podem acabar em queimadura ou até em fogo se apanharem uma manta ou cortina. O ideal é usar aquecedores com grelha bem protegida, de preferência com desligar automático se caírem, e mantê-los sempre a uma boa distância de camas, sofás, caminhas e brinquedos. Se o seu cão ou gato é dado a encostar o corpo a tudo, pense num "perímetro de segurança", com 1 metro à volta do aquecedor sem nada inflamável nem sítios tentadores para se deitarem.

Nas lareiras, o perigo é maior. Chamas e faúlhas, mas também fumo e monóxido de carbono. Nunca deve usar lareira acesa sem proteção frontal, como um vidro, rede ou resguardo, se tiver animais em casa. Um gato pode saltar para dentro por curiosidade, um cão pode aproximar demasiado o focinho ou a cauda para cheirar. Faúlhas podem saltar e aterrar em camas, tapetes ou até no próprio animal. E, claro, é fundamental que a divisão esteja bem ventilada e que exista detetor de monóxido de carbono. Se este gás incolor e inodoro é perigoso para pessoas, para cães e gatos, que pesam menos, é ainda pior.

As mantas e camas elétricas são outro ponto a ter cuidado. Para muitos cães friorentos e gatos séniores é uma maravilha, mas convém garantir que são produtos próprios para animais, com cabo reforçado à  prova de dentadas, proteção contra sobreaquecimento e termóstato que limite a temperatura. Nunca deixe uma manta elétrica ligada sem supervisão e evite usá-la com animais que adoram roer fios. Verifique o estado do cabo com frequência: se vir marcas de dentes, isolamentos partidos ou zonas achatadas, é melhor desligar e substituir. 

Outra regra de ouro é não tapar aquecedores, nem mantas elétricas com cobertores grossos para aquecer mais. Isso pode bloquear saídas de calor e provocar sobreaquecimento ou incêndio. Se quer dar mais conforto, é melhor pôr uma manta ao lado da fonte de calor, não por cima. E nunca deixe o animal preso numa divisão com uma fonte de calor ligada, já que, se algo correr mal, ele não tem como fugir nem pedir ajuda. À noite, sempre que possível, desligue tudo o que seja elétrico e garanta que as lareiras e salamandras ficam totalmente apagadas.

Por fim, lembre-se de que cães e gatos não regulam o aquecimento. Se estiver bom, ficam; se estiver demasiado quente, muitas vezes continuam ali porque é confortáveL até deixar de ser. Fique atento a sinais de que algo não está bem, como respiração ofegante num ambiente muito quente, inquietação, salivação, gengivas muito vermelhas ou, no extremo oposto, tremores e rigidez se a fonte de calor falhar e o ambiente estiver gelado.

O melhor aquecimento é sempre uma combinação equilibrada. Ter a casa bem isolada, camas fofas e quentes, mantas normais e fontes de calor usadas com moderação. Assim, todos podem aproveitar o inverno em segurança.