Um novo comprimido diário desenvolvido nos Estados Unidos poderá ajudar cães séniores a viver mais tempo e de forma mais saudável, uma possibilidade que já está a entusiasmar muitos donos de animais e profissionais da área veterinária. O tratamento chama-se LOY-002 e está a ser desenvolvido pela empresa de biotecnologia Loyal. O objetivo não é tornar os cães 'imortais', mas sim atrasar alguns dos efeitos associados ao envelhecimento, permitindo que mantenham qualidade de vida durante mais tempo.
Segundo a empresa, o comprimido atua sobre alterações metabólicas associadas ao envelhecimento canino, procurando reduzir o impacto de doenças e problemas comuns em cães idosos, como perda de mobilidade, fadiga e declínio geral da saúde. O medicamento destina-se a cães com mais de 10 anos e deverá ser administrado diariamente sob prescrição veterinária.
O LOY-002 ainda não recebeu aprovação definitiva da agência norte-americana FDA, mas já ultrapassou duas das três grandes etapas necessárias para uma autorização condicional. A empresa afirma que os estudos de segurança e eficácia preliminar foram aceites pelas autoridades reguladoras.
Atualmente, mais de 1.300 cães participam no estudo clínico "STAY", que acompanha os efeitos do comprimido ao longo de vários anos. Os investigadores pretendem perceber se o tratamento consegue efetivamente prolongar a esperança média de vida saudável dos animais. A empresa acredita que o medicamento poderá acrescentar cerca de um ano de vida saudável a alguns cães, algo que, em anos caninos, representa bastante mais tempo junto das famílias.
Apesar do entusiasmo, os especialistas sublinham que ainda são necessários mais dados científicos para confirmar os resultados a longo prazo. Investigadores envolvidos em estudos sobre envelhecimento animal alertam também que não existem soluções milagrosas e que fatores como alimentação equilibrada, exercício físico, controlo do peso e acompanhamento veterinário continuam a ser fundamentais para aumentar a longevidade dos cães.
Se o LOY-002 vier a receber aprovação final, poderá tornar-se o primeiro medicamento autorizado especificamente para prolongar a esperança de vida em qualquer espécie animal, um marco inédito na medicina veterinária.