Depois de arriscar a vida em serviço, Vulcão é distinguido com medalha de mérito
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Um herói canino! Cão da GNR recebe Medalha de Honra e Mérito dez anos depois de ter sido baleado

Dez anos depois de ter sido baleado em ação, Vulcão recebeu a Medalha de Honra e Mérito Canino, entregue pelo Ministro da Administração Interna, Luís Neves.


O cão Vulcão, um Pastor Belga Malinois da Guarda Nacional Republicana (GNR), foi distinguido com a Medalha de Honra e Mérito Canino durante as comemorações do Dia da Unidade de Intervenção, numa cerimónia que destacou o seu percurso ao serviço das forças de segurança e a coragem demonstrada em operações de elevado risco.

Atualmente reformado do Grupo de Intervenção Cinotécnico da GNR, Vulcão tem 15 anos e ficou conhecido pelo papel desempenhado em diversas missões tático-policiais ao longo da sua carreira. A distinção foi entregue na presença do seu tratador, o Guarda-Principal Vladimiro Neto Araújo, que o acompanhou durante anos em serviço.

Segundo o Ministério da Administração Interna, o patudo destacou-se particularmente numa operação realizada em 2013, durante a qual sofreu ferimentos graves numa intervenção considerada decisiva para o sucesso da missão. Apesar das lesões sofridas, a atuação de Vulcão permitiu apoiar a ação das forças de segurança e contribuir para o desfecho da operação.

A homenagem decorreu no âmbito das celebrações do Dia da Unidade de Intervenção da GNR, cerimónia presidida pelo Ministro da Administração Interna, que aproveitou a ocasião para sublinhar a importância desta unidade no sistema de segurança interna português.

Na sua intervenção, o governante afirmou que a Unidade de Intervenção representa "uma das expressões mais exigentes, mais preparadas e mais corajosas do nosso país", destacando o trabalho desenvolvido diariamente pelos seus militares em prol da segurança dos cidadãos. O momento mais emotivo da cerimónia acabou, no entanto, por pertencer a Vulcão. Já afastado do serviço operacional, o cão recebeu o reconhecimento pelo seu contributo ao longo de anos de trabalho, tornando-se um símbolo da dedicação dos canídeos que integram as forças de segurança portuguesas.

A distinção atribuída a Vulcão foi amplamente elogiada nas redes sociais, onde muitos utilizadores destacaram o papel frequentemente discreto, mas essencial, desempenhado pelos cães de trabalho em operações policiais, missões de busca, deteção e intervenção. Aos 15 anos, o patudo deixa o serviço ativo com uma carreira marcada pela coragem, lealdade e dedicação, qualidades que lhe valeram agora uma das mais importantes homenagens atribuídas a um cão ao serviço da segurança pública em Portugal.