Estamos habituados a ver cães a passear de trela, mas e gatos? Em Los Angeles, há cada vez mais felinos a sair de casa de arnês posto, enquanto os veterinários deixam um aviso importante: antes de preparar o passeio, é melhor perguntar ao gato se ele está para aí virado.
A tendência está a ganhar visibilidade na cidade norte-americana, com alguns donos a levar os seus gatos para explorar parques, ruas e espaços verdes. Há quem recorra a arneses e trelas e até a carrinhos próprios para animais, procurando proporcionar aos companheiros de quatro patas novas experiências, cheiros e estímulos. Um dos gatos apresentados pela Tribune News, Gnocchi, já é uma pequena celebridade do bairro e chama a atenção de quem passa.
Mas há uma diferença importante entre um gato e um cão: não se pode assumir que um felino vai gostar de ser levado a passear só porque tem trela. Organizações veterinárias e especialistas em comportamento explicam que alguns gatos podem beneficiar de acesso exterior controlado, mas outros podem ficar assustados ou stressados quando são presos a um arnês. O importante é avaliar a personalidade do animal e respeitar os seus sinais.
Para os gatos curiosos e aventureiros, a trela pode ser uma forma de explorar o exterior sem os perigos associados a andar livremente. O treino deve, no entanto, ser gradual: primeiro o gato precisa de se habituar ao arnês dentro de casa e, só quando estiver confortável, avançar para períodos curtos no exterior. Recompensas e reforço positivo podem ajudar. Já puxar pela trela ou obrigar o gato a avançar está fora de questão.
E há ainda outro detalhe: num passeio felino, o humano pode até levar a trela, mas quem parece escolher o caminho é o gato. Se quiser parar para cheirar uma planta, observar um inseto ou simplesmente ficar sentado a olhar para o vazio durante cinco minutos, provavelmente é melhor aceitar que aquele é o programa. Afinal, estamos a falar de gatos.
A ideia não é transformar todos os gatos em aventureiros, mas encontrar formas seguras de enriquecer a vida daqueles que gostam de explorar. Para alguns, uma janela, uma varanda protegida ou um espaço exterior seguro pode ser suficiente. Para outros, quem sabe, pode haver todo um mundo lá fora à espera, desde que a aventura seja feita ao ritmo do próprio gato.