Há um novo "pintor" canino a fazer sucesso nas redes sociais. Este é o Monkey | Créditos: Omar von Muller
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Já conhece o Monkey? Há um novo "pintor" canino a fazer sucesso nas redes sociais

Segurar um pincel, escolher cores e criar telas abstratas pode parecer tarefa exclusiva de humanos, mas Monkey, um pastor-belga Malinois, está a provar o contrário.


Um cão da raça pastor-belga Malinois está a conquistar as redes sociais e a despertar curiosidade muito além do mundo do treino animal. Monkey, treinado pelo reconhecido treinador de animais Omar von Muller, tornou-se viral por uma habilidade pouco comum: pintar quadros, com um pincel com a boca.

Conhecido pelo trabalho em cinema e televisão, Omar von Muller é especialista em treino avançado baseado em reforço positivo e precisão comportamental. Segundo várias publicações e conteúdos divulgados pelo próprio treinador, Monkey executa cada pincelada respondendo a comandos verbais e sinais manuais em tempo real, num processo colaborativo em que humano e animal trabalham em sintonia.

Durante as sessões, o cão mantém o pincel preso na boca e aplica tinta sobre a tela enquanto segue orientações cuidadosamente coordenadas. Não existem fios, mecanismos ou assistência tecnológica, apenas treino, repetição e comunicação entre treinador e animal. O resultado são pinturas abstratas coloridas que já conquistaram milhares de seguidores online e despertaram interesse até entre colecionadores curiosos.

Monkey não é um cão comum dentro do universo do treino profissional. A raça Malinois é conhecida pela elevada inteligência, energia e capacidade de aprendizagem, características frequentemente aproveitadas em trabalhos policiais, militares e cinematográficos. Especialistas explicam que estas qualidades tornam possível ensinar tarefas altamente complexas, desde percursos de agilidade até comportamentos extremamente precisos, tais como controlar movimentos enquanto segura um objeto.

Apesar do entusiasmo do público, o fenómeno também gerou debate nas redes sociais. Muitos utilizadores reconhecem que o cão não "pinta" no sentido artístico humano, mas executa movimentos treinados com grande foco, funcionando como parte ativa de uma performance guiada. Comentários em fóruns online destacam precisamente esse aspeto, apontando que o mérito está sobretudo na disciplina do animal e na relação de confiança construída com o treinador.

Entre admiração, surpresa e algum humor nas redes, Monkey prova que o vínculo entre humanos e animais continua a encontrar formas inesperadas de expressão, mesmo quando envolve tinta, pincéis e muita concentração.