Existe um dia para celebrar praticamente tudo, por isso era apenas uma questão de tempo até os gatos terem também um feriado dedicado aos abraços. O Dia de Abraçar o Gato celebra-se a 4 de junho e presta homenagem a uma das experiências mais imprevisíveis da vida moderna: tentar abraçar um felino sem levar uma patada. Porque quem vive com gatos sabe perfeitamente que o carinho felino funciona sob regras muito específicas.
Ao contrário da maioria dos cães, que normalmente aceitam abraços com entusiasmo, os gatos tendem a analisar a situação com alguma desconfiança. Um abraço pode ser recebido com um ronron satisfeito ou com um olhar de puro julgamento seguido de uma tentativa de fuga, com arranhadelas à mistura.
Fora de brincadeiras, a verdade é que muitos gatos até gostam de contacto físico, desde que seja nos termos deles. Alguns adoram dormir ao colo, encostar a cabeça ao tutor e receber festinhas e beijinhos. Outros toleram exatamente três segundos de abraço antes de tentarem escapar. E depois existem os especialistas em manipulação emocional: aqueles gatos que passam o dia inteiro a ignorar os seus humanos mas, no momento em que alguém se senta para trabalhar, aparecem instantaneamente para exigir colo, festas e atenção absoluta.
Segundo especialistas em comportamento felino, os gatos demonstram afeto de formas muito próprias. Piscar lentamente os olhos, encostar a cabeça, dormir perto do tutor ou seguir alguém pela casa são sinais claros de confiança e ligação emocional. Embora alguns não apreciem abraços apertados, isso não significa que não sejam animais extremamente afetuosos. Mas, claro que isso não impede os donos de tentarem abraçá-los na mesma.
O Dia de Abraçar o Gato acaba por ser também um excelente momento para lembrar uma regra importante: respeitar os limites do animal. Se o gato começar a abanar a cauda de forma brusca, virar as orelhas para trás ou preparar claramente uma estratégia de fuga, talvez seja melhor cancelar a operação abraço.