Mo Bamba, o primeiro mayor canino de Austin, Texas. | Créditos: Spencer Schumacher
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Há patudos que já são considerados 'cães-presidentes'! Mas que moda é esta que está a encantar os Estados Unidos? Contamos tudo!

De Austin a Nova Iorque, as eleições para "cão-presidente" mostram como a política pode ser levada a sério, com muito humor e focinhos fofos pelo meio.


Em várias cidades pelo mundo, a política está oficialmente a incluir cães e os eleitores estão a adorar. Os "cães-presidentes" e "dog mayors", eleições simbólicas onde os candidatos têm quatro patas, muito carisma e plataformas eleitorais que vão deste ter mais bocas de incêndio na rua a mais biscoitos para todos. Lá fora, este tipo de iniciativa tem ganho dimensão e, em alguns casos, campanhas mais renhidas do que muitas disputas entre humanos.

Um dos exemplos mais recentes vem de Austin, no Texas, onde o bairro da 37th Street elegeu, em janeiro, o seu primeiro mayor canino: Mo Bamba, um pug-chihuahua de 25 quilos, conhecido pelo sorriso único e paixão por jogar à bola. Numa eleição criada para incentivar o voto nas autárquicas reais, a corrida contou com mais de 12 mil votos, uma campanha de três semanas, cartazes espalhados pela rua e até "ataques" bem-humorados. Mo acabou por vencer por apenas 130 votos, destronando o anterior presidente, o gato Zapp, e prometendo, em plataforma oficial, instalar uma boca de incêndio à frente de cada casa e atribuir contratos públicos a quem jogasse à bola com ele.

Do outro lado dos Estados Unidos, Nova Iorque também já tem o seu próprio cão-presidente. Trata-se de Simon, um rafeiro meio basset hound, meio cattle dog australiano, eleito Presidente Honorário de Nova Iorque. A atribuição do título decorreu em frente à Câmara Municipal, com direito a presença de figuras políticas reais. A eleição, feita sobretudo nas redes sociais, teve polémicas dignas de qualquer campanha séria, como acusações de fraude com bots, esquemas ligados a criptomoedas e até candidatos retirados por os donos acharem que o ambiente estava a ficar demasiado tóxico. No fim, Simon herdou o cargo da antecessora, Sally Long Dog, e passou a representar, de forma simbólica, os cães da cidade em eventos públicos.

A tendência não é exclusiva das grandes metrópoles. Na pequena comunidade de Rabbit Hash, no Kentucky, os habitantes elegem cães-presidentes desde os anos 90. O atual "mayor", Boone, um bluetick coonhound, é já o sexto cão a ocupar o cargo, escolhido numa eleição que arrecada fundos para a preservação da aldeia e das suas estruturas históricas. Na Califórnia, a localidade de Idyllwild mantém há mais de uma década uma linhagem de golden retrievers no poder. O atual Mayor Max III é o terceiro da família a liderar simbolicamente a cidade, participando em festas, eventos comunitários e ações solidárias.

Do ponto de vista legal, estes cães-presidentes não mandam em nada e é precisamente isso que os torna tão populares. Tratam-se de cargos honorários, muitas vezes promovidos por associações locais ou câmaras municipais, sem qualquer poder executivo real. O objetivo é criar espírito de comunidade, chamar pessoas às urnas (a sério e a brincar), angariar donativos para causas locais e, claro, divertir toda a gente no processo. 

Veja abaixo a galeria de fotos destes patudos presidentes.