Até que a morte os separe! No Equador, cães e gatos já podem ser "testemunhas" dos casamentos civis | Créditos: BBC
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E foram felizes para sempre! No Equador, cães e gatos já podem ser "testemunhas" dos casamentos civis

Cães e gatos já podem participar nos casamentos civis como testemunhas simbólicas, deixando até a marca da pata num certificado comemorativo.


Para muitos tutores, os cães e os gatos já são muito mais do que animais de companhia: são membros da família. No Equador, essa ligação passou a estar oficialmente refletida num dos momentos mais importantes da vida de um casal. Desde maio, o Registo Civil do Equador permite que os animais participem nos casamentos civis como testemunhas simbólicas da união.

A iniciativa faz parte do novo programa de casamentos 'Pet Friendly', criado pelo Registo Civil para adaptar as cerimónias às novas realidades familiares. Embora os animais não tenham qualquer papel legal no processo, podem acompanhar os noivos durante a cerimónia e deixar a marca da sua pata num certificado comemorativo entregue ao casal.

A adesão não demorou a aparecer. Desde o lançamento da iniciativa, mais de 50 casais já celebraram casamentos pet friendly, levando os seus cães e gatos até às conservatórias para fazerem parte da cerimónia. Entre eles estão Diana Tupiza e Andrés Alquinga, que escolheram a pequena cadela Luna como "testemunha" da união. Vestida para a ocasião, a pequinês deixou a marca da pata no certificado simbólico, protagonizando um momento que rapidamente se tornou viral.

Na prática, os únicos testemunhos com validade jurídica continuam a ser os das pessoas exigidas pela lei. A "assinatura" dos cães e gatos é puramente simbólica, mas tem conquistado os corações dos tutores, que veem neste gesto uma forma de incluir os seus companheiros de quatro patas num dia tão especial.

Segundo o Registo Civil, a medida pretende reconhecer o papel cada vez mais importante que os animais de companhia desempenham nas famílias equatorianas. O organismo refere que o serviço nasceu da vontade de modernizar a experiência dos cidadãos e responder a uma procura crescente por cerimónias mais personalizadas.

Além da componente afetiva, a iniciativa coloca o Equador entre os primeiros países da América Latina a institucionalizar este tipo de cerimónias. Embora existam casos pontuais noutros países, a participação oficial dos animais em casamentos civis continua a ser rara na região.