Açores lideram abandono de animais de companhia. Centros de recolha estão sobrelotados
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Alerta nos Açores! Arquipélago lidera abandono de animais de companhia. Centros de recolha estão sobrelotados

A situação preocupa autoridades, associações e responsáveis pelo bem-estar animal, que alertam para a necessidade de reforçar a esterilização, a adoção responsável e a sensibilização da população.


Os Açores continuam a enfrentar um dos maiores desafios do país em matéria de bem-estar animal. De acordo com dados divulgados pela Provedoria Regional do Animal, o arquipélago apresenta atualmente o rácio mais elevado de abandono de animais de companhia em Portugal, uma situação que se reflete na crescente pressão sobre os centros de recolha oficial e canis da região.

A realidade é visível um pouco por todas as ilhas. Segundo a Provedoria Regional do Animal, existem cerca de mil cães alojados nos centros de recolha oficiais açorianos, alguns dos quais permanecem nestas estruturas há mais de uma década à espera de uma família. Muitos destes animais chegaram aos canis após terem sido abandonados pelos seus detentores.

A preocupação não é nova, mas os números continuam a acentuar a gravidade do problema. Em maio deste ano, a Provedora Regional do Animal alertou que a média de abandono nos Açores é superior à registada a nível nacional, sublinhando que vários centros de recolha se encontram sobrelotados. A responsável apresentou um conjunto de recomendações destinadas a inverter uma tendência que considera preocupante.

Entre as causas apontadas por associações de proteção animal e voluntários estão as dificuldades económicas de algumas famílias, a falta de esterilização e a aquisição impulsiva de animais sem uma reflexão adequada sobre os encargos e responsabilidades que implicam. O fenómeno tem vindo a ser assinalado há vários anos por entidades locais que acompanham diariamente casos de abandono e negligência.

A Provedoria Regional do Animal recorda que o abandono de animais de companhia constitui crime em Portugal. Ainda assim, a entidade considera que continua a existir necessidade de reforçar a fiscalização, acelerar a resposta aos casos denunciados e promover uma maior consciencialização pública para a posse responsável.

Entre as soluções apontadas estão o incentivo à adoção, a identificação obrigatória através de microchip, o registo dos animais e o aumento dos programas de esterilização. O Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC) recorda que o registo e identificação dos animais são ferramentas importantes para combater o abandono e facilitar a responsabilização dos detentores.