Uma verdadeira aparição! Foram captadas imagens do urso mais raro do mundo | Créditos: Jack Plant/Figure 1 Publishing
Mundo Animal

Uma verdadeira aparição! Foram captadas imagens do urso mais raro do mundo

Raros, misteriosos e quase invisíveis, os Ursos Kermode também chamados de "ursos espírito" são agora protagonistas de um novo projeto fotográfico que está a encantar o mundo.


Um dos animais mais raros do planeta está agora no centro das atenções, graças a um fotógrafo que conseguiu captar imagens únicas numa das regiões mais remotas do mundo. No coração da Great Bear Rainforest, os chamados "ursos espírito" voltaram a fascinar o público com a sua aparência invulgar e comportamento esquivo.

O fotógrafo britânico Jack Plant reuniu cerca de 90 imagens destes animais no livro "Spirit of the Great Bear", resultado de vários anos de trabalho no terreno. As fotografias mostram momentos raros, desde ursos a pescar salmão até interações com outros ursos, captados após longos períodos de observação numa floresta considerada uma das mais selvagens do planeta.

Os "ursos espírito", também conhecidos como ursos Kermode, são uma variante extremamente rara do urso-negro. A sua pelagem branca não resulta de albinismo, mas de um gene recessivo herdado de ambos os progenitores. Estima-se que existam apenas cerca de uma centena destes animais, concentrados sobretudo nesta região costeira do Canadá.

A Great Bear Rainforest é um dos maiores ecossistemas de floresta temperada do mundo, lar de uma biodiversidade impressionante que inclui lobos costeiros, baleias, águias e várias espécies de ursos.

Para Jack Plant, o projeto tornou-se quase uma obsessão desde a primeira visita, em 2014. Ao longo dos anos, criou também uma ligação próxima com comunidades indígenas locais, que consideram estes ursos animais sagrados e desempenham um papel essencial na sua proteção.

Apesar do fascínio que despertam, os ursos espírito enfrentam desafios crescentes. Alterações climáticas, escassez de salmão e mudanças no habitat têm contribuído para a diminuição dos avistamentos, tornando estas imagens ainda mais valiosas do ponto de vista científico e ambiental.