O Zoo de Lagos tem um novo motivo para celebrar. Pela primeira vez, nasceu um calau-terrestre num jardim zoológico português, um acontecimento considerado histórico pela instituição e que representa um importante contributo para a conservação de uma das aves mais emblemáticas de África.
A conquista ganha ainda mais significado porque foi alcançada após 17 anos de trabalho com o mesmo casal reprodutor. Segundo o Zoo de Lagos, foram anos de dedicação, acompanhamento contínuo e muito empenho da equipa até que fosse possível obter, pela primeira vez, sucesso na reprodução desta espécie.
O pequeno calau encontra-se em bom estado de saúde, permanece aos cuidados dos progenitores e está a ser acompanhado diariamente pelos tratadores e equipa técnica do zoo, que monitorizam atentamente o seu desenvolvimento.
Apesar do aspeto imponente dos adultos, que podem atingir cerca de um metro de altura e são considerados uma das maiores aves voadoras de África, as crias nascem totalmente dependentes dos pais. Nos primeiros meses de vida necessitam de cuidados constantes, tanto na alimentação como na proteção contra predadores e condições adversas.
Na natureza, o calau-terrestre enfrenta vários desafios. A espécie está classificada como Vulnerável na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), devido à perda de habitat, perseguição humana e diminuição das populações selvagens. Por isso, cada nascimento em jardins zoológicos integrados em programas internacionais de conservação representa uma ajuda importante para garantir o futuro da espécie.
O Zoo de Lagos sublinha que este nascimento reforça o papel dos jardins zoológicos modernos na conservação da biodiversidade. Para além de proporcionarem educação ambiental aos visitantes, muitas destas instituições participam em programas internacionais de reprodução de espécies ameaçadas, contribuindo para manter populações geneticamente saudáveis sob cuidados humanos.