Alerta Vermelho: Pinguim-imperador e Lobo-marinho oficialmente em perigo de extinção
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Alerta vermelho: pinguim-imperador e lobo-marinho oficialmente em perigo de extinção

Entre colónias de pinguins que falharam totalmente a reprodução e crias de lobo-marinho que morrem de fome nas praias, a Antártida vive atualmente um cenário de emergência.


A Antártida enfrenta uma das suas crises biológicas mais graves de que há memória. Numa atualização drástica da sua "Lista Vermelha" publicada a 9 de abril de 2026, a UICN reclassificou o pinguim-imperador e o lobo-marinho-antártico como espécies "Em Perigo", sinalizando um risco muito elevado de extinção na natureza num futuro próximo.

Para o pinguim-imperador, a subida de categoria (que saltou de "Quase Ameaçada" diretamente para "Em Perigo") deve-se ao colapso acelerado do gelo marinho. Segundo dados do British Antarctic Survey, as crias de pinguim dependem de plataformas de gelo estáveis durante pelo menos nove meses para desenvolverem as suas penas impermeáveis.

Com o degelo precoce registado nas últimas épocas, milhares de crias estão a afogar-se ou a morrer de hipotermia antes de estarem prontas para nadar. No Mar de Bellingshausen, as estimativas oficiais indicam que quatro em cada cinco colónias falharam totalmente a reprodução, resultando na perda catastrófica de gerações inteiras.

O cenário não é menos sombrio para o lobo-marinho-antárctico. Esta espécie viu a sua população ser reduzida para metade desde o início do século XXI. O principal culpado é a escassez de krill, o pequeno crustáceo que serve de base a toda a cadeia alimentar antárctica.

Devido ao aquecimento das águas, o krill está a deslocar-se para profundidades maiores e para latitudes mais a sul, tornando-se inacessível para as fêmeas de lobo-marinho que precisam de alimentar as suas crias nas praias. Em algumas colónias monitorizadas pela WWF, a taxa de mortalidade das crias atingiu este ano os 90%.